Manhê! Me dá um bichinho?!

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Já comentei por aqui que adotei um gatinho. Mas não contei todas as decisões que precisei tomar para isso. As vezes queremos tanto um animalzinho que esquecemos de tudo que ele demanda e que nem tudo são ronrons e lambidas, por isso, você deve considerar os seguintes pontos:

Você tem tempo suficiente para dar a atenção necessária?

Um bichinho vai demandar bastante do seu tempo, principalmente se for um cachorro. Você vai precisar dar amor e carinho para ele não se sentir abandonado, vai precisar alimentar, dar banho, levar no veterinário, dar remédios, limpar as sujeiras, e brincar. Ter um pet não é só comprar/adotar, dar comida e deixar ele lá. É uma vida que precisa de muitos cuidados, e você tem que pensar seriamente nisso antes de querer um. Pet sem atenção é um pet infeliz.

Você tem dinheiro disponível para isso?

Não adianta, por mais que o animal seja adotado, vai dar bastante gasto. Como já mencionei, precisa dar comida (da melhor qualidade possível, claro), levar no veterinário, dar remédios, banho etc. Não sai barato, e é preciso pensar se você vai ter dinheiro disponível para isso, para que não falte nada para o bichinho. E não adianta dar qualquer comida (e usar qualquer areia, se for um gato) não. Pense que, quanto mais alta a qualidade da ração, maior será a imunidade dele. Fora o veterinário, que você vai ter que levar várias vezes para dar vacina; sem contar quando o pet ficar doente (porque eventualmente vai ficar) e você tiver que gastar com o tratamento. E não se esqueça que um gato/cachorro vive em média 14 anos. É um gasto por bastante tempo. E não vá ser mão de vaca com ele. Ele merece tudo do bom e do melhor. Não adote, em hipótese alguma, se você não tiver condições de dar uma vida decente à ele.

Você tem alergia?

Querendo ou não, é um ponto bem importante. Você precisa saber se tem alergia ao bichinho ou não. Por favor, não vá pegar um, descobrir que tem alergia e depois abandonar. Não seja esse tipo de monstro.

Você tem paciência suficiente?

Coloque na sua cabeça desde já que, qualquer animal que seja, ele será irracional e não vai te entender exatamente como você quer. Provavelmente ele vai fazer uma caquinha de vez em quando ou estragar algo. Você tem que ter paciência suficiente para ir treinando o pet e para não repreendê-lo da forma errada. Nunca grite ou bata no bichinho (ou em qualquer coisa viva, né); isso só vai fazer com que ele tenha medo de você, não respeito.

Você tem emocional para isso?

As vezes, os bichinhos ficam doentes – e isso vai quebrar seu coraçãozinho. Pense que você talvez precise ver o animalzinho fazendo exames, tomando remédios, entre outras coisas. Também não se esqueça de que uma hora ele vai partir para o paraíso das patinhas. Para mim, é algo a ser levado em consideração, já que não é fácil perder alguém.

Pensou em tudo isso, respondeu sim, e ainda quer um? Então se joga! Vá até a ONG/pet shop mais próximo e tenha o melhor amigo do mundo. Ter um animalzinho faz bem pra alma e pro coração, qualquer um que seja! Tenho certeza que você vai descobrir o amor mais puro do mundo. ❤

DICAS DE ONG’s:

Sei que nem todo mundo quer adotar e que alguns dos pets (como coelho e hamster) são comprados mesmo. Mas aqui vai algumas ONG’s que adoro o trabalho.

Catland rescue – São Paulo (gatos)

Adote um gatinho – São Paulo (gatos)

GAVAA – Campinas (gatos e cachorros)

Adote, não compre.

Processed with VSCOcam with g3 presetDe uns anos para cá, sinto que mudei muito. Sinto que saí de uma bolha de senso comum, e que agora penso com menos influências. Uma das coisas que para mim era super normal e hoje acho absurdo é comprar um animal de estimação. Não sei porque as pessoas acham isso algo normal, na verdade. Por que seria normal pagar por uma vida, como se fosse um objeto? Também achava normal e fofo ter passarinhos. Por que é normal prender um animal que foi feito para voar, um ser muito mais livre do que nós, em uma gaiola? Achava normal porque é o que a maioria pensa. O mundo menospreza demais a vida de um animalzinho, e para muitos é só mais um item de decoração, não uma vida, que também sente.

Eu já tive uma gata comprada. Na época eu era bem pequena, tinha uns 8 anos, e claro que não passou na minha cabeça que aquilo era errado. Eu a amava muito, e também sofri muito quando a perdi. No meio disso, conheci várias ONGs de proteção animal e, dentre elas, a Catland. Sempre amei animais, principalmente gatos, e a ideia de um lugar que resgatava animais das ruas e que você poderia visitar, era maravilhosa. Sempre tive peso na consciência por não ajudar nenhuma dessas ONGs, e o meio que encontrei de ajudar foi adotar um gatinho, dando amor e carinho, e também mais um espaço para que eles pudessem salvar a vida de mais um bichinho.

O sentimento que tive ao escolhê-lo e ver a felicidade das voluntárias ao parabenizá-lo, como se ele tivesse ganho na loteria, é indescritível. É indescritível o sentimento de ouvir alguém te dizer que você acabou de salvar uma vida. É indescritível o que eu sinto quando olho para ele e penso que ele agora tem a própria casa, com sua própria comida, seus próprios donos e saber que ele não corre mais o risco de ser judiado nas ruas, envenenado, atropelado.

Adotar um animal foi possivelmente a melhor ação que já tive na vida. E o melhor de tudo é que não foi só uma boa ação para uma outra vida; foi para mim mesma também. Amor não se compra. Claro que você vai amar um animal que comprar, e o animal vai te amar de volta. Mas amor não tem preço. O que você prefere: saber que salvou uma vida ou saber que ajudou a alimentar um comércio que muitas vezes é cruel? Um animal de rua é tão lindo quanto qualquer gato ou cachorro de 5 mil reais. Todos tem a mesma pureza. Todos tem o mesmo amor para dar.

Adotar é amor. É mudar duas vidas: a sua e a dele.

E você, acha que uma vida tem preço?